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Fisiopatogenia
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Epidemiologia

A despeito de ser uma doença crônica tratável, a asma tem aumentado em prevalência e gerado um crescente número de internações. Sua prevalência é de 3 a 7% da população geral, havendo variação deste índice de região para região e de país para país. Vários estudos sobre prevalência demonstram preponderância na infância (aproximadamente 8 a 10% da população) com um declínio nos adultos jovens (aproximadamente 5 a 6% da população), ocorrendo uma segunda elevação na população maior de 60 anos de idade, alcançando a faixa de 7 a 9% da população.

A prevalência da asma, nos Estados Unidos da América (EUA), é 50% maior nas crianças de raça negra do que em brancos, enquanto a mortalidade é duas a dez vezes maior nos negros do que nos brancos. Atualmente nos EUA a asma é responsável por 500.000 internações por ano, sendo uma das doenças crônicas mais comuns em todas as idades, e a mais freqüente doença crônica da infância. A análise dos dados do Center of Disease Control and Prevention (CDC) dos EUA de 1980 a 1993 indica que a taxa anual por asma entre 0 e 24 anos aumentou 118% e a taxa de hospitalização 28%.

A taxa de mortalidade por asma tem aumentado significativamente em várias partes do mundo, com incidência maior em indivíduos com idade superior a 55 anos. Na Austrália, 45% das mortes por asma em 1986, ocorreram em pacientes com idade maior que 60 anos. Nos EUA, ocorreram 4.360 mortes por asma em 1987. Número este superior em 31% ao declarado em 1980. Informações de 1996 do CDC relatam mais de 5.000 mortes anualmente nos EUA. Atualmente, a mortalidade nos EUA para a população entre cinco e 34 anos de idade é de 0,4 por 100.000 habitantes. No Reino Unido, a média anual de morte é de 2.000. No Brasil, na cidade de São Paulo, para a faixa etária de 20 a 24 anos e de 25 a 29 anos, os coeficientes médios foram de 0,55 por 100.000 habitantes em 1985 e 0,63 em 1993.

No Brasil, em 1996, ocorreram aproximadamente 350.000 internações por asma, estando esta doença entre as três principais causas de internações de crianças e adultos jovens. Também em 1996, o Sistema Único de Saúde gastou 76 milhões de reais com internações por asma, equivalendo a 2,8% do total gasto no ano. No Brasil, estima-se que ocorram 2000 mortes/ano por asma.

No Rio Grande do Sul, a mortalidade geral por asma é de 0,040 a 0,689/100.000 por ano. No serviço de emergência do Hospital de Clínica de Porto Alegre, a asma aguda aparece em terceiro lugar entre os diagnósticos mais comuns, chegando nos meses de inverno a atingir 9% dos atendimentos realizados e a ter o segundo lugar na freqüência de ocupação dos leitos da sala de observação.

O risco de desenvolver asma na infância está relacionado à presença da doença nos pais. Se um dos pais sofre de asma o risco da criança desenvolver asma é de 25%. Se ambos os pais são asmáticos esta taxa pode alcançar 50%. Em aproximadamente 50% dos casos, os sintomas se iniciam antes da idade de dez anos. Nos jovens há predomínio do sexo masculino, variando entre 3:2 a 2:1. O índice passa a 1:1 entre os 12 e 14 anos, ocorrendo predomínio do sexo feminino na idade adulta. Por outro lado, 25% dos casos iniciam-se após a idade dos 40 anos, quando predomina o sexo feminino.











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